Entro na sala e sento-me numa cadeira das primeiras filas.
É com alívio que vejo algumas caras novas. Trazem frescura, quebra de rotina e quem sabe, novos horizontes.
Depois de todos se sentarem e ficarem em silêncio, a professora aproxima-se e começa a falar essencialmente da disciplina e do próximo trabalho.
Divido a minha atenção entre a locutora e uma das raparigas mais giras do curso. Observo as duas. A primeira elegante, com uma boa postura, empenhadissíma em transmitir as suas informações aos alunos. A segunda muito concentrada, segue todos os movimentos da professora, não perdendo pitada do que ela diz.
Divirto-me a observar a minha colega. A forma como ela olha, sorri e falar com a professora dá-lhe um ar mais doce, vulnerável, modesto e tímido. Parece ainda mais bela. É como se todas as defesas caíssem. Será que ela também tem um fraquinho pela professora?
Na sala há também um rapaz novo, mas como o meu inglês é quase inexistente ainda não troquei muitas palavras com ele. Apesar da sua língua materna não ser o português, tem um ar típicamente português. Olhos castanhos, cabelo escuro sob um gorro.
Reparo noutra rapariga de olhos azuis que parece ser estrangeira. À saída ela mete conversa comigo, ao contrário do que pensava, fala bastante bem português e os seus olhos são verdes. Caminhámos e conversamos um par de minutos até ela chegar à porta e despedir-se antes de eu ter oportunidade de fazer alguma pergunta.
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