Mostrar mensagens com a etiqueta rapazes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta rapazes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Actualização após ausência

Desculpem a minha ausência, perdi o acesso ao blog... Aos poucos fui-me esquecendo dele. Até que voltei a reler alguns posts e alguém me perguntou porque tinha deixado de actualizá-lo?
Ora cá estou eu de novo, no último post estava todo nostálgica por reencontrar-me com alguns colegas de universidade depois de licenciar-me. Agora estou de volta aos estudos.

Deixei de beber álcool e de andar nas noitadas. Entretanto comecei a namorar com um rapaz. Infelizmente as coisas não correram bem e terminei a relação. Apesar de ele não ter sido o amor da minha vida, custou-me pois estava a esforçar-me e ele parecia mais concentrado no trabalho. Enfim, não me senti valorizada. Por isso decidi, só voltar a ter uma relação quando encontrar alguém que me dê valor, mostre merecer o meu tempo e me inspire a ser melhor pessoa.

Agora estou concentrada em mim, a despertar a boazona que há em mim. A aprender a ser feliz sozinha. Já sou quase especialista, visto que estive mais tempo solteira do que comprometida. Estar sem namorado(a) não tem de ser algo propriamente negativo, afinal passamos mais tempo connosco próprios, por isso faz sentido que descubramos como ser felizes sem ninguém ao nosso lado.

Decidi ter apenas amigos e esquecer os namoros por uns tempos. Tenho conhecido pessoas novas e é uma sensação fantástica estar simplesmente a falar com alguém, sem pressões, nem tentativas de engates ou segundas intenções. Sinto-me mais calma e o meu coração menos acelerado e nervoso.

Curiosamente tenho falado mais com raparigas e no início do ano assustei-me, porque parecia que estava a sentir algo por uma colega e até me afastei dela. Depois acabei por pensar melhor e perceber que estava a ser parva. "Não te passes da cabeça, só estás a ser simpática. É normal sentires empatia e ligação com alguém, não significa propriamente um interesse maior da tua parte e que gostes dela. Respira fundo."

Quanto aos rapazes, tenho sido sincera e evito dar falsas esperanças. Nem tenho aceitado convites para sair quando sinto que eles têm um interesse maior.

Para acabar... Tenho estado viciada em Faking It. A série é o máximo. Farto-me de rir com o elenco. Tem sido interessante acompanhar o percurso das duas amigas. Hoje sai o 8º episódio da 2ª temporada. A ver o que sai dali...




P.S: Espero que o próximo post seja um bocado mais alegre:) A escritora está enferrujada. Estejam a vontade para comentar:P



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Metade de mim

Preciso de me libertar, ser quem sou, amar quem amo.
Abraçar quem quero.
Beijar quem desejo.

Chegará o dia em que não conseguirei segurar a máscara....
Esta mascára cada vez mais pesada que apenas mostra metade de mim.
A outra metade luta para se manter escondida, com medo de ser rejeitada.
O tempo passa, nascem sentimentos, crescem sensações e o espaço para estas emoções escasseia.
Querem sair, expressar-se, gritar… porque faz parte da sua natureza serem demonstradas.
As férias aproximam-se. As festas da terra dão início a encontros e conversa com vizinhos, amigos, conhecidos. Aos meus olhos já não conheço estas pessoas, mas elas parecem conhecer-me. Perguntam-me pela universidade, se estou a gostar do curso, se tenho namorado. Educadamente digo que não, às vezes brinco com o assunto. Rimos.
No entanto, uma chama dentro de mim, parece apagar-se consoante as dúvidas aumentam. Gosto destas pessoas e da minha família. Nada me daria mais prazer do chegar ao pé deles e apresentar um namorado espectacular. Mas… e se eu me apaixonar por uma rapariga? O que faço?
Ser bi é ter o dobro das opções, o melhor dos dois mundos, mas também o dobro das dúvidas e de preconceito.
E também do romantismo… Conforme o estado de epírito, imagino-me com um rapaz ou com uma rapariga e nos dias bons com os dois.
A verdade é que não sei dizer se vou passar a minha vida com um homem ou uma mulher. Antes acreditava que seria com o primeiro, mas não posso controlar o que sinto e a verdade é que as raparigas cada vez me fascinam mais. Quer a nível físico ou emocional. Neste momento nada me daria mais gosto do que caminhar na universidade de mãos dadas com uma rapariga ou beijá-la numa saída típica de curso. Ou ser abordada por uma.
Este Verão vai ser crucial. Com muita tentação, mas sobretudo esperança de encontrar alguém que me ajude a libertar-me a mim própria. Porque estes sentimentos que tenho dentro de mim, precisam de ser explorados, aliviados. E porque também preciso de loucura. Dizem que o fruto proibido é o mais apetecido, não é? ;)

Foto do filme I Can't Think Straight 

domingo, 13 de março de 2011

A super hetero

Já passaram por aquela fase: Acho que estou a dar demasiada bandeira e o pessoal começa a reparar...?

Recentemente pensei isso. As minha colegas de escola estão mais sexy do que nunca e os meus olhares tornaram-se mais intensos e longos.

Inclusive mirei dos pés à cabeça uma rapariga que estreava um visual novo e embasbaquei em frente dela estupidamente a acenar a cabeça em vez de fazer um elogio: Ficas fixe assim. Acho que teria evitado muitas coisas que me remoeram a cabeça, porque suspeitei que o pessoal ou pelo menos a rapariga em questão tinha estranhado a minha atitude não só dessa vez mas em outras ocasiões também.

Dias depois surpreendi-me a mim mesma e a quem estava por perto ao soltar uma exclamação ao ver um rapaz bastante atraente em plena aula. Eles acharam piada, picaram-me e eu corei.
Moral da história: Se suspeitavam que eu fosse lésbica, naquele momento ninguém teve dúvidas de que eu era uma super hetero.

Certa vez, comentei com uma amiga que suspeitava que um conhecido dela era gay, porque via-o muito intímo na companhia de outros homens. "Então se é assim, ele é gay e eu sou lésbica"  A resposta dela foi a seguinte: " Não, tu não és, porque tu sabes apreciar e elogiar os rapazes".


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Devaneios

Entro na sala e sento-me numa cadeira das primeiras filas.

É com alívio que vejo algumas caras novas. Trazem frescura, quebra de rotina e quem sabe, novos horizontes.

Depois de todos se sentarem e ficarem em silêncio, a professora aproxima-se e começa a falar essencialmente da disciplina e do próximo trabalho.

Divido a minha atenção entre a locutora e uma das raparigas mais giras do curso. Observo as duas. A primeira elegante, com uma boa postura, empenhadissíma em transmitir as suas informações aos alunos. A segunda muito concentrada, segue todos os movimentos da professora, não perdendo pitada do que ela diz.

Divirto-me a observar a minha colega. A forma como ela olha, sorri e falar com a professora dá-lhe um ar mais doce, vulnerável, modesto e tímido. Parece ainda mais bela. É como se todas as defesas caíssem. Será que ela também tem um fraquinho pela professora?

Na sala há também um rapaz novo, mas como o meu inglês é quase inexistente ainda não troquei muitas palavras com ele. Apesar da sua língua materna não ser o português, tem um ar típicamente português. Olhos castanhos, cabelo escuro sob um gorro.

Reparo noutra rapariga de olhos azuis que parece ser estrangeira. À saída ela mete conversa comigo, ao contrário do que pensava, fala bastante bem português e os seus olhos são verdes. Caminhámos e conversamos um par de minutos até ela chegar à porta e despedir-se antes de eu ter oportunidade de fazer alguma pergunta.